sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ARTHUR RUSSEL - Explicando o post anterior (Porcina vai nadar e ja volta)


Semana passada tive a oportunidade de assistir a filme que esta na programacao da mostra de cinema MIX BRASIL: WILD COMBINATON: A PORTRAIT OF ARTHUR RUSSEL. Nunca tinha ouvido falar dele e no comeco achei tudo muito melancolico. Mas deu para sentir que a historia do garoto que tocava cielo em Iowa e foi para Sao Francisco ""se encontrar", em 1970, ia ser boa. Especialmente quando o poeta Allen Ginsberg apareceu quase confessando seu amor platonico por Arthur. O desbunde desse ariano confuso (quenem eu) em San Francisco acabou sendo super positivo e logo Arthur comecou a andar (este teclado E UMA MERDA) com David Byrne e Phillip Glass.

Enquanto desenvolveu trabalhos super experimentais, transitava pela incipiente cena disco (que rende imagens absurdas no filme) e compos varios hits como "Let's Go Swimming" (que rendeu o post "ante anterior") e "Springfield", segundo o Wikipedia remixado por alguem do selo DFA.
Arthur, no entanto, tinha diversos problemas e acabava arrumando muita confusao. Era briguento! E acho que isso foi um dos motivos que talvez o impediram de levar seu brilhante trabalho para frente. O mais triste e que ele acabou morrendo muito jovem, vitima da maldita AIDS. Hoje, seu trabalho e cultuado pelo mundo e, tomara, ainda vai ser redescoberto por nerds como eu. No filme aparecem milhares de fitas cassetes que ele deixou, com gravacoes e composicoes nunca divulgadas. A voz dele me lembra a do Sam Sparro as vezes.

Um comentário:

tiago mesquita disse...

ele é um dos meus ídolos. depois te gravo os discos.